Habilitando o Módulo de Mensageria no JBoss 7

Se você já tentou utilizar recursos de mensageria (API JMS) no JBoss 7, deve ter percebido que este módulo não está habilitado na configuração padrão. Ao executar o servidor em sua configuração standalone e observar o console web de administração não encontraremos nenhuma referência a recursos como filas e tópicos:

 

jboss7_messaging1

 

A primeira vista isto pode ser estranho, pois em versões anteriores do servidor este serviço estava disponível na configuração padrão (default), mas o comportamento é realmente diferente no JBoss 7. Neste pequeno post vamos ver como habilitar este módulo para que seja possível utilizar o JBoss 7, através do serviço HornetQ, como um provedor JMS. Estarei utilizando a versão 7.1.2 do JBoss 7 nos exemplos.

 

Mãos a Obra

Ao executarmos o JBoss 7 em sua configuração standalone, através do arquivo de inicialização jboss-as-7.1.2.Final\bin\standalone.bat (para Windows, ou standalone.sh para linux), a configuração utilizada é a do arquivo jboss-as-7.1.2.Final\standalone\configuration\standalone.xml. Isto pode ser constatado através do arquivo de configurações de inicialização jboss-as-7.1.2.Final\bin\standalone.conf.bat (para Windows, ou jboss-as-7.1.2.Final\bin\standalone.conf para linux), que é utilizado pelo arquivo de inicialização. Nele encontraremos a seguinte linha indicando o arquivo de configurações do servidor utilizado por padrão:

jboss7_messaging2

No arquivo standalone.xml estão as configurações dos serviços (ou módulos) disponibilizados pelo servidor, e nele não encontraremos referências aos serviços de mensageria. Por outro lado, o arquivo standalone-full.xml possui alguns serviços a mais, dentre eles o serviço de mensageria.

Então, para habilitar o serviço de mensageria, temos duas opções: 1) copiar do arquivo standalone-full.xml os trechos de configuração referentes à mensageria e replicar no arquivo standalone.xml; 2) referenciar o arquivo standalone-full.xml no arquivo jboss-as-7.1.2.Final\bin\standalone.conf.bat. Se você possuir restrições quanto aos outros módulos habilitados no arquivo standalone-full.xml, além do serviço de mensagem, escolha a primeira opção.  No entanto se a habilitação de todos os módulos não for um problema escolha a segunda opção. É esta que escolherei. No final, o mesmo trecho de configuração do arquivo jboss-as-7.1.2.Final\bin\standalone.conf.bat estará assim:

jboss7_messaging3

Se agora observarmos o console web de administração encontraremos referências ao serviço de mensageria:

jboss7_messaging4

Incluindo Destinos Personalizados

Se observarmos as configurações de destinos (menu JMS Destinations) não encontraremos nenhum destino (fila ou tópico) previamente configurado:

jboss7_messaging5

Para o modo standalone de execução podemos incluir novos destinos JMS através do arquivo de configurações standalone-full.xml, que estamos utilizando (ou do arquivo standalone.xml, caso você tenha optado pela primeira forma de configuração ).

Inclua o seguinte trecho de código no arquivo de configurações, entre as tags <hornetq-server>…</hornetq-server>:

jboss7_messaging6

No exemplo acima foram incluídos uma fila (queue) e um tópico (topic). Se agora reiniciarmos o servidor e observarmos o console web de administração encontraremos as referências a estes destinos, que poderão ser utilizados para troca de mensagens:

jboss7_messaging7

É isto! Num próximo post vou mostrar como fazer conexões JMS com o servidor a partir de uma aplicação desktop.

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Dual Boot: Windows 7 e Ubuntu 12.04 em um Particionamento GPT

Recentemente adquiri um novo notebook cujo disco veio particionado com a arquitetura GPT (GUID Partition Table). Como é de costume, optei por deixar tanto o Windows quanto o Linux instalados (Dual Boot). Esta tarefa costumava ser simples nas máquinas que tive antes, particionadas com MBR, mas tive certa dificuldade para conseguir criar o Dual boot com o GPT.

Apesar de todo o particionamento manual estar aparentemente certo, depois de instalar o Windows, e na sequência o Ubuntu, como geralmente faço, o GRUB não era apresentado no momento do boot para a escolha do SO a ser utilizado, sendo o Ubuntu inicializado automaticamente.

Depois de procurar um pouco encontrei um post que me ajudou a fazer a instalação com Dual Boot com sucesso. Este post me levou a outro, em cujos comentários estão os passos fundamentais para o sucesso.

Antes de comentar estes passos, vale lembrar que eu já havia criado as partições e já tinha realizado a instalação do Windows 7 e do Ubuntu, em suas devidas partições. O único ponto que ainda faltava era fazer o Ubuntu reconhecer a partição do Windows e apresentar as opções no GRUB. Inclusive ao realizar a inicialização pelo Ubuntu, era possível acessar as partições do Windows.

Eis o ponto fundamental a partir daqui (conforme comentário no post citado acima):

The GRUB menu can be unhidden by commenting out the two lines regarding GRUB_HIDDEN in /etc/defaults/grub and running update-grub as root.

Next, the entry for windows can be manually added by appending the following lines to /etc/grub.d/40_custom:
menuentry “Windows” {
    search –fs-uuid –no-floppy –set=root YOUR-EFI-PARTITIONS-UUID-HERE
    chainloader (${root})/efi/Microsoft/Boot/bootmgfw.efi
}

Find your EFI partitions UUID by running ‘ls -la /dev/disk/by-uuid/’. As the EFI partition is a FAT32 partition, the UUID is of the form XXXX-XXXX. If you have more than one FAT partition, you can verify if one is the EFI partition by checking the partition map with gdisk (not installed by default). Run gdisk on the device, ‘sudo gdisk /dev/DEVICE’, press ‘p’ to print the partition table, and then ‘q’ to quit. DON’T make any changes to the partition table. The EFI partition will have the code type ‘EF00’ and most likely a name/label that says it is a EFI system partition.

Então, conforme citado no comentário, é necessário comentar o trecho de configuração que oculta o GRUB. Isto pode ser feito comentando as linhas que iniciam com GRUB_HIDDEN no arquivo /etc/defaults/grub:

dual_boot1

Depois disso é necessário incluir uma entrada no arquivo /etc/grub.d/40_custom para a opção de menu do GRUB para o Windows:

dual_boot2

Na imagem acima, o valor BA69-59A5 é o UUID da partição EFI, criada durante o particionamento (ver comentários no primeiro post referenciado). Para se chegar a este valor é necessário executar o comando ls -la /dev/disk/by-uuid/, que dará o UUID da partição EFI no formato XXXX-XXXX (por ser uma partição FAT32):

dual_boot3

Depois de tudo feito execute o comando sudo update-grub e reinicie o sistema. Se tudo der certo o GRUB aparecerá com as opções de boot.

É isso galera, até a próxima!

Configurando o JBoss Tools 3.3.1 no Eclipse Indigo

Bem, depois de tanto tempo volto a me dedicar um pouco ao blog. Já faz realmente muito tempo desde que escrevi o último artigo.

Pretendo voltar à ativa por aqui com vários assuntos, muitos dos quais já de conhecimento de muitos desenvolvedores, mas procurando dar uma visão diferente e mais prática, como sempre tenho procurado fazer.

Bom, este post trata de um assunto que já foi tema de outros posts. No post Preparando um Ambiente de Desenvolvimento Java EE Baseado em Eclipse eu demonstrei como preparar um ambiente de desenvolvimento baseado no Eclipse utilizando os principais plugins. Já no post Adicionando Servidor de Aplicações JBoss ao Eclipse eu mostrei como adicionar o servidor de aplicações JBoss ao Eclipse, para facilitar o desenvolvimento das aplicações e controle do servidor através da IDE.

No entanto, mesmo que esta seja uma tarefa trivial para quem já desenvolve a um certo tempo, e para muitos nem mereça um post, para muitas pessoas esta não é uma tarefa tão simples e intuitiva. Prova disso são as experiências que tenho como professor em um curso de especialização em Java, onde muitas vezes os alunos não sabem sequer como configurar o workspace adequadamente com uma JDK.

Pensando nisto, e principalmente em meus atuais e futuros alunos, é que me disponho a postar coisas simples como esta, que são de grande ajuda para quem está começando.

Neste post não vou mostrar toda a configuração de um ambiente do ZERO novamente; para isto você pode consultar o post citado anteriormente, fazendo as devidas ressalvas com relação à versão da IDE e dos plugins.

O que vou mostrar aqui é algo mais direto: como instalar uma versão adequada do JBoss Tools ao Eclipse Indigo. Para isto vou assumir que você já tenha o Eclipse Indigo instalado, e se não tem você pode baixá-lo a partir do site http://www.eclipse.org/downloads/. Eu recomendo que você baixe a versão Eclipse IDE for Java EE Developers, que já traz alguns plugins voltados ao desenvolvimento JEE. Escolha a versão adequada para seu sistema operacional e, após efetuar o download, descompacte o arquivo em seu local de escolha.

Uma vez instalado, inicie o Eclipse:

Uma vez inicializado o Eclipse, é importante escolher a perspectiva Java EE para se trabalhar com o desenvolvimento JEE, e principalmente para facilitar a configuração de um servidor de aplicações. Se você selecionou, na inicialização, um workspace novo, o IDE terá a seguinte aparência (provavelmente):

Repare que, no canto superior direito a perspectiva Java EE está selecionada, e na parte inferior a aba de servidores está selecionada.

Se quisermos, por exemplo, adicionar o servidor de aplicações JBoss 6.1 em novo ambiente, podemos clicar no link “new server wizard”. Ao fazer isso um wizard será apresentado, e nele podemos observar que a opção de adicionar o JBoss 6.1 não está disponível:

Se clicarmos no link “Download additional server adapters”, a seguinte tela será apresentada, nos dando a opção de baixar mais plugins para outros servidores, dentre ele o JBoss Tools:

Ao selecionar a opção desejada e avançar, os procedimentos seguintes levarão à instalação do plugin. Os passos seguintes são bem intuitivo.

Outra maneira de instalar o plugin do JBoss Tools é através de um arquivo local, mas eu sinceramente não gosto desta opção. As experiências que tive mostraram que esta é uma opção mais demorada e propensa a erros, mas ainda assim pode ser uma opção para quem está sem conexão no momento de fazer a configuração. Para isso será necessário baixar o arquivo do site do projeto JBoss Tools, mas por não considerar esta opção a melhor, vou ignorá-la e apresentar a forma que, assim como a primeira forma apresentada, é para mim mais adequada.

Acesse o site http://www.jboss.org/tools/download. No link de downloads é possível encontrar a versão estável do plugin para o Eclipse Indigo. Esta é a principal razão pela qual não utilizo ainda o Eclipse Juno, que é a última versão do IDE Eclipse; o plugin do JBoss Tools ainda não é estável para ele.

Bem, após clicar no link voc~e será redirecionado à uma página onde é possível ter acesso ao update site do plugin, que é um link que usaremos para a configuração do mesmo no Eclipse:

Copie o link apresentado e, voltando ao Eclipse, selecione o menu “Install New Software…”:

Na tela seguinte clique no botão “Add…” e a seguinte janela de configuração será apresentada, onde é possível inserir o link copiado da página do plugin e indicar um nome para o mesmo:

Depois disso os recursos do plugin serão apresentados para que você escolha qual deles quer instalar. Eu aconselho a instalação de todos. Sendo assim selecione todas as opções apresentadas e clique no botão “Next >”:

Dependendo da banda de sua conexão, os passos seguintes podem ser bem demorados. Basicamente você terá que confirmar as escolhas feitas, aceitar alguns termos de licença e aguardar o download dos itens. Ao final será solicitado que a IDE seja reinicializada. Simplesmente aceite.

Depois de reiniciada a IDE, tente novamente adicionar o servidor de aplicações JBoss 6.1 à IDE. Você verá que o adaptador estará disponível.

Para os passos seguintes da configuração do servidor você pode consultar o post referenciado no início deste post, pois o processo será basicamente o mesmo.

É importante ressaltar que não basta ter uma JRE configurada no Eclipse. É preciso ter uma JDK configurada. Os procedimentos para esta configuração também podem ser encontrados em um dos posts citados no início deste post, referente à criação de um ambiente de desenvolvimento completo baseado no eclipse.

Bem, é isto. Espero que esta dica seja proveitosa para muitos que estão começando.

Até o próximo post!

Removendo a Conta de Serviço do PostgreSQL no Windows Vista

Esta dica vai ser útil para quem já precisou reinstalar o PostgreSQL no Windows Vista, e teve problemas durante a nova instalação, ao ser solicitado pela senha da conta de serviço que permaneceu no sistema, depois da última instalação.

Se você for ao Painel de Controle, na gerência de Contas de Usuário, a conta de serviço do PostgreSQL não estará lá. Será necessário ir a área de Controle dos Pais:

Será possível visualizar a conta, mas para excluí-la será necessário desabilitar um recurso antes:

Voltando à área de Contas de Usuário, é possível ver na parte inferior uma opção chamada “Ativar ou desativar o Controle de Conta de Usuário“:

Selecione esta opção. Será apresentada a tela abaixo:

Desmarque a opção “Utilizar o Controle de Conta de Usuário (UAC) para ajudar a proteger o computador” e reinicie o computador.

Ao retornar, abra um prompt e digite o seguinte comando:

net user /delete postgres

Ao retornar à área de “Controle dos Pais”, no Painel de Controle, a conta não estará mais lá.

Habilite novamente a o recurso de Controle de Conta de Usuário (UAC).

Pronto! Você já pode instalar o PostgreSQL!

Adicionando Servidor de Aplicações JBoss ao Eclipse

Vou mostrar neste rápido how-to como configurar o JBoss 5.1.0 Community no Eclipse Galileo.

Esta pode ser uma tarefa trivial para quem já trabalha a algum tempo com Java, mas para muitas pessoas que estão começando isso pode ser ainda um desafio. Se este é o seu caso, não desanime; me lembro ainda de quando eu nem sabia usar um driver jdbc. Todos passamos por isso.

Vamos lá!

Vou considerar que o ambiente já está configurado, baseado no tutorial que postei há algum tempo, onde mostrei como montar um ambiente de desenvolvimento baseado no Eclipse.

Baixe o JBoss 5.1.0 Community e descompacte-o em um diretório de sua preferência (ex: C:\Servidores\JBoss\jboss-5.1.0.GA)

Inicie o Eclipse e clique no menu Window/Preferences. Procure a opção Server/Runtime Environments:

Clique na opção Add, e na lista de fornecedores disponíveis escolha JBoss Community, e a opção JBoss 5.1.0 Runtime:

Configure o Home Directory para apontar para o diretório de instalação do JBoss. Configure também o JRE para aquele configurado em seu Eclipse:

Na próxima tela já será possível visualizar o JBoss na lista de ambientes de execução. Confirme:

Agora, na aba Servers clique com o botão direito, escolha a opção New / Server:

Escolha JBoss AS 5.1 e mantenha as configurações sugeridas, que apontam para o servidor que acabamos de configurar:

Depois de confirmar, o servidor aparecerá na aba Servers.

Pronto!

Preparando um Ambiente de Desenvolvimento Java EE Baseado em Eclipse

Objetivo do Documento

Auxiliar desenvolvedores iniciantes em Java na configuração de um ambiente de desenvolvimento, baseado na IDE Eclipse e em ferramentas open-source, que permita o desenvolvimento de aplicações Java EE profissionais.

Motivação

A plataforma Java, ao contrário da maioria das plataformas e linguagens de programação disponíveis no mercado, apresenta uma infinidade de possibilidades para o desenvolvimento de aplicações. Esta grande variedade não é referente, apenas, à que tipos de aplicações podem ser desenvolvidas, mas também refere-se às tecnologias que podem ser usadas na composição de uma aplicação.

Além da vasta quantidade de tecnologias que fazem parte da especificação da plataforma, há ainda uma diversidade de tecnologias que são adequadas ao desenvolvimento em Java, embora não façam parte das especificações oficiais.

Para um desenvolvedor que pretende iniciar com o desenvolvimento em Java, escolher entre ferramentas de desenvolvimento e frameworks pode ser uma tarefa assustadora. Como reunir “coisas” como Eclipse, NetBeans, Struts, JavaServer Faces, Spring, AOP, JUnit, EJB, Servelts,  JBoss, RichFaces, Facelets, etc… em um ambiente, em uma aplicação? Essa é uma pergunta que certamente todo desenvolvedor iniciante se faz.

Pensando nesta dificuldade, ou necessidade (provavelmente as duas coisas) é que este pequeno tutorial foi desenvolvido. Não existe, porém, a pretensão de se explicar todo o universo de possibilidades de configurações de um ambiente de desenvolvimento, abrangendo todas as tecnologias possíveis. Vamos configurar um ambiente de desenvolvimento que permita a criação de aplicações Java EE baseadas nas principais tecnologias de mercado. A criação das aplicações ficará para uma outra ocasião, mas ter um ambiente pronto para isso já é meio caminho andado. Espero que este tutorial lhe seja útil!

As Ferramentas

O ambiente de desenvolvimento proposto é baseado na IDE Eclipse e em plug-ins gratuitos que permitem o desenvolvimento de aplicações com os principais frameworks do mercado. Abaixo são apresentada as descrições de tais plug-ins:


Plataforma Eclipse

Mais do que uma IDE, o Eclipse é uma plataforma que permite o desenvolvimento de aplicações em diversas linguagens. Esta plataforma apresenta em seu estado mais básico, os recursos mínimos para o desenvolvimento de aplicações. A instalação de plug-ins adicionais é que permite a personalização da ferramenta para uma determinada linguagem.

No site do projeto [1] é possível encontrar instaladores da ferramenta já configurada para diversos propósitos, inclusive para o desenvolvimento Java EE. No entanto, a configuração básica para o desenvolvimento Java EE pode ser melhorada com a configuração de plug-ins adicionais, habilitando a ferramenta para o desenvolvimento com os principais frameworks do mercado.

Durante este tutorial utilizarei a penúltima versão da ferramenta, o Eclipse 3.4 (Ganymede), ao invés de utilizar a última versão, o Eclipse 3.5 (Galileo). O motivo de utilizar a penúltima versão é devido ao fato de que, no momento em que escrevo este tutorial, ainda não há uma versão final (de produção) do plug-in do JBoss Tools para o Galileo, mas a liberação de uma versão final está próxima. De qualquer forma apresentarei uma explicação, ao final, de como reproduzir a configuração na última versão do Eclipse.


Eclipse Web Tools Platform (WTP)

O projeto Eclipse Web Tools Platform (WTP) estende a plataforma do Eclipse com ferramentas para o desenvolvimento de aplicações WEB e Java EE. Estão disponíveis editores visuais e de código para uma grande variedade de linguagens, wizards e aplicações pré-configuradas para simplificar o desenvolvimento, e ainda ferramentas e APIs para dar suporte à implantação, execução e teste de aplicações.


JBoss Tools

Plugin que apresenta um conjunto de ferramentas da JBoss especializados para o desenvolvimento de aplicações WEB e corporativas em Java, dentre as quais pode-se citar algumas:

  • Hibernate Tools (ferramentas para se trabalhar com o framework ORM Hibernate)
  • Seam Dev Tools (ferramentas para se trabalhar com framework Seam)
  • Visual Web Tools  (editor visual que permite trabalhar com qualquer tecnologia web, tais como JSF (suporte a Richfaces), Seam, Struts, JSP, HTML e outros)
  • JBoss Server Manager (ferramentas para gerenciamento do servidor de aplicações JBoss)
  • JSF Tools (ferramentas para desenvolvimento JSF)
  • Struts Tools (ferramentas para desenvolvimento Struts)

Citamos aqui apenas os recursos mais comuns no desenvolvimento WEB, mas muitos outros estão disponíveis, como ferramentas para desenvolvimento de aplicações baseadas em BPM (Business Process Management), Portais, Relatórios, BRMS (Business Rule Management System), etc. Para mais informações, inclusive de como criar projetos baseados em cada uma destas tecnologias, o site do projeto [3] pode ser consultado.


Subclipse

Plugin que permite a integração e gerenciamento de projetos em repositórios Subversion.


EclEmma Java Code Coverage

O EclEmma é uma ferramenta de verificação de cobertura de testes unitários. Com esta ferramenta é possível verificar a porcentagem de código que foi efetivamente testada pelos testes unitários desenvolvidos para a aplicação.

Existem hoje vários frameworks para testes unitários na plataforma Java, e o mais famoso deles é o JUnit, um projeto open-source que atualmente está em sua versão 4.8. A configuração do Eclipse para Java já dá suporte à criação de testes unitários com o JUnit, não sendo necessária a instalação de um plug-in para essa finalidade. Na página do projeto do JUnit [4] você poderá encontrar mais informações a respeito da criação de testes unitários.

Para mais informações sobre o EclEmma, o site do projeto [5] pode ser consultado.

Algumas boas ferramentas de modelagem e desenvolvimento, que não estão disponíveis para a plataforma Eclipse, também podem ser usadas no ambiente proposto, dentre elas eis duas sugestões:


Jude Community/ Astah Community

A ferramenta Jude Community é uma boa ferramenta de modelagem UML gratuita. Por ser uma versão Community possui algumas limitações. Há uma versão Professional disponível, mas os recursos presentes na versão Community podem suprir a necessidade de grande parte dos artefatos necessários no dia-a-dia.

A partir de 2010, a ferramenta será descontinuada, e a Change Vision, empresa responsável pelo Jude, recomenda desde já a utilização da ferramenta que substituirá o Jude, ferramenta esta batizada de Astah. Assim como o Jude, esta ferramenta possui versões Community e Professional. Dentre os recursos da ferramenta estão:

  • Suporte a UML 2.1
  • Diagramas de Classe, Caso de Uso, Sequência, Atividade, Comunicação, Máquina de Estado, Componentes, Implantação, Estrutura de Composição, Objetos e Pacotes.
  • Ajustes de alinhamento e tamanho dos diagramas
  • Impressão dos diagramas (com a marca d’água da ferramenta)
  • Exportação das imagens dos diagramas (com a marca d’água da ferramenta)

Mais informações podem ser encontradas nos sites [6] [7] das ferramentas.


IReports e JasperReports

Durante muito tempo o framework JasperReports foi a principal alternativa para a produção de relatórios para aplicações Java. Hoje é possível encontrar no mercado alternativas a este framework, como o BIRT [8], uma engine de relatórios baseada no Eclipse, inclusive com um editor visual já integrado. Ainda assim, é conveniente ter este ambiente de criação de relatórios devido à sua grande utilização, ainda hoje, por grande parte da comunidade.

O IReports [9] é uma ferramenta visual para a edição de relatórios baseados em JasperReports. Atualmente possui um plug-in para a IDE NetBeans, porém é possível realizar a instalação da ferramenta como uma aplicação a parte.

Instalação e Configuração


JDK

Para a instalação e configuração do ambiente precisamos ter, primeiramente, o Java Development Kit (JDK) instalado. Cada projeto pode ter um requisito diferente quando à versão da JDK, mas é adequado termos a última versão instalada. No momento em que escrevo este tutorial, a versão 6 update 17 é a mais recente. Vamos instalá-la.

Para obter o instalador do JDK acesse o site da Sun [10] e a área de downloads do Java para desenvolvedores. Inicialmente há um menu com as opções de downloads de várias tecnologias. Ao se clicar sobre a opção Java, um menu específico para a tecnologia é apresentado, onde é possível encontrar um link para os downloads para desenvolvedores, conforme imagens abaixo:


Na página que se abre, escolha a opção de download da versão sem bundles, conforme a imagem abaixo:

Na próxima tela escolha a versão mais adequada para seu ambiente e prossiga com o download:

Depois de feito o download, o processo de instalação do JDK é bem intuitivo, bastando seguir as dicas do instalador. Atente-se apenas para os locais de instalação do JDK e do JRE durante o processo de instalação, alterando-os caso julgue necessário:


Após a instalação, configure uma variável de ambiente chamada JAVA_HOME apontando para o diretório de instalação do JDK. O processo de criação da variável de ambiente é específico para cada sistema operacional. Adicione também o diretório “\bin” do diretório de instalação à variável de ambiente “path“.


Após a instalação do JDK, faça o download do Eclipse para a versão de seu sistema operacional, no site de downloads [11] do projeto.

Ao acessar a página de downloads, as versões disponíveis serão referentes a última versão (Galileo). Para encontrar as versões anteriores (nosso caso, para este tutorial) acesso a opção de versões mais antigas da ferramenta:



Ao selecionar a versão do Eclipse, (em destaque a verão mais recente do Ganymede) você será direcionado a uma página com os pacotes disponíveis. Escolha o pacote para Desenvolvedores Java EE. Caso tenha curiosidade de saber a diferença entre cada pacote, acesso o link em destaque na imagem abaixo:


Escolha a versão adequada para seu sistema operacional, nos links à direita.

Depois de fazer o download do Eclipse, o processo de instalação é bem simples. Basta descompactar o arquivo em um diretório de sua preferência. Para este tutorial, farei a instalação em C:\eclipse.

Depois de descompactar o pacote, execute o arquivo executável presente no diretório. A ferramenta será iniciada, e solicitará para que seja informado um workspace (diretório de trabalho). Informe um diretório de sua preferência.



Assim que o ambiente for inicializado por completo, vamos realizar a primeira configuração. Acesse o menu Window > Preferences e na janela que se abre escolha Java > Installed JREs:


Clique no botão “Add…” e na próxima janela escolha a opção Standard VM e prossiga:



Na tela seguinte selecione o diretório de instalação do JDK e finalize:



Ao retornar para a tela de preferências, remova a linha referente ao JRE instalado anteriormente, mantendo somente a linha referente à JDK adicionada:



Instalando os Plug-ins

Até agora realizamos a configuração básica do Eclipse IDE. Vamos a partir de agora, configurar os plug-ins das ferramentas mencionadas.

É importante dizer que para que este processo seja completado, é necessário ter acesso à internet, de preferência com uma boa banda, pois para a instalação dos plug-ins é necessário realizar o download dos mesmos durante a configuração.

Muitos plug-ins oferecem a opção de se fazer o download de arquivos para a posterior instalação offline. Para este tutorial, porém, adotaremos a outra opção, que é fazer a configuração através de “Sites”. Este tipo de instalação é feita através de URLs informadas ao Eclipse, através do qual são feitos os downloads dos plug-ins.

A seguir estão listados os plug-ins que iremos configurar, suas URLs e informações referentes às versões do Eclipse que são suportadas:


JBoss Tools 3.1 (Eclipse 3.5.0 – Galileo)
Site URL: http://download.jboss.org/jbosstools/updates/development/

JBoss Tools 2.1 (Eclipse 3.3.2 – Europa)
Site URL: http://download.jboss.org/jbosstools/updates/JBossTools-2.1.2.GA/

JBoss Tools 3.0 (Eclipse 3.4.2 – Ganymede)
Site URL: http://download.jboss.org/jbosstools/updates/stable/

Subclipse (Versões suportadas do Eclipse: 3.2,3.3,3.4,3.5)
Site URL: http://subclipse.tigris.org/update_1.6.x

EclEmma Java Code Coverage (Versões suportadas do Eclipse: 3.1, 3.2, 3.3, 3.4, 3.5)
Site URL: http://update.eclemma.org/


Antes de iniciarmos, apenas para efeito de comparação, acesse o menu File > New > Other… e veja as opções disponíveis neste momento.  Após instalarmos os plug-ins, volte a este mesmo painel para visualizar as mudanças:


Para iniciarmos a instalação dos plug-ins acesso o menu Help > Software Updates…

Na janela que se abre, há duas abas: Installed Software e Available Software. Na primeira aba estão listados os recursos já instalados na IDE. Clique na segunda aba, e em seguida no botão Add Site…

Vamos instalar primeiramente o plug-in do JBoss Tools para esta versão do Eclipse. Inclua no campo Location a seguinte URL: http://download.jboss.org/jbosstools/updates/stable/


Depois que a ferramenta identificar os recursos do plug-in que estão disponíveis, selecione os mesmos conforme a imagem abaixo:


Após isto clique no botão Install…

Nas próximas telas siga confirmando as operações e aceitando as licenças apresentadas. Aguarde o término da instalação, e ao final será solicitado que você reinicie o IDE.


Após a IDE ter sido reiniciada, repita o processo de instalação de plug-in para os plug-ins do Subclipse (http://subclipse.tigris.org/update_1.6.x) e do EclEmma (http://update.eclemma.org/):


Vale lembrar que o suporte ao WTP já está habilitado por padrão na configuração do Eclipse para desenvolvedores Java EE.

Após estes passos já teremos um ambiente com todos os plug-ins instalados. Acesse novamente o menu File > New > Other… e veja a quantidade de opções disponíveis agora:



A criação de um projeto de exemplo de utilização dos plug-ins está fora do escopo deste tutorial, mas  informações de como criar projetos específicos podem ser encontradas principalmente no site do JBoss Tools.


Instalando as Outras Ferramentas

Ainda falta instalar o IReports e o Astah Community. Vamos então seguir com estas instalações.

Para baixar o IReports acesse o site do projeto [9] e procure pela página de downloads. Muito provavelmente haverá uma opção de download já na página inicial. No momento de criação deste tutorial a última versão disponível é a 3.6.2. Faça o download da versão adequada para seu ambiente:


Após escolher a versão adequada, você poderá se cadastrar ou acessar diretamente o download. Caso queira se cadastrar, prossiga com o formulário indicado, caso contrário acesse a opção apresentada na imagem abaixo para acessar o download do arquivo:


Em instantes o download do arquivo deverá ser iniciado.

Assim que o download terminar, o processo de instalação é bem direto. Algumas opções de download disponibilizam um arquivo compactado, multiplataforma, e neste caso seria necessário apenas descompactá-lo. Para este tutorial baixei o instalador para o Windows, e para este caso o processo de instalação é guiado por um wizard.

Após a instalação você poderá executar a ferramenta, e navegar entre suas opções para conhecê-la.


Um exemplo de relatório está além do escopo deste tutorial, mas não é difícil encontrar exemplos nos sites da comunidade da ferramenta.

Agora vamos partir para a instalação da Astah Community, a ferramenta de modelagem UML. Acesse o site da ferramenta [6] , e procure pela opção de downloads.

Para efetuar o download será necessário se cadastrar no site:

Após realizar o processo de cadastro, será possível ter acesso às opções de download. Faça o download para seu ambiente.

Para este tutorial foi realizado o download do instalador para Windows. Assim como o instalador do IReport, o instalador do Astah é bem intuitivo, bastando apenas seguir as sugestões do wizard, alterando as configurações sugeridas quando necessário.

Após a instalação, execute a ferramenta e navegue em suas opções para conhecê-la.

Um exemplo de projeto UML está alem do escopo deste tutorial, mas com alguns minutos de uso, é possível, para aqueles que conhecem a UML, criar diagramas com a ferramenta.

Com isso encerramos o processo de configuração de um ambiente de desenvolvimento Java EE baseado em Eclipse e plug-ins open-source.

Instalação e Configuração no Eclipse Galileo

O processo de instalação e configuração utilizando o Eclipse Galileo é praticamente o mesmo. As únicas coisas que devem ser observadas são as versões dos plug-ins (somente no caso do JBoss Tools o URL Site é diferente) e as diferenças de telas no momento de informar o Eclipse Site, que no Eclipse Galileo é como a imagem a seguir apresenta:

Conclusões

Como dito inicialmente, o ambiente proposto não atende a todas as possíveis combinações de frameworks do mercado para desenvolvimento Java. Frameworks como Wicket ou Spring, por exemplo, não são contemplados por esta configuração.

O ambiente, no entanto, atende a maioria das necessidades de desenvolvimento para a plataforma Java EE, com frameworks como JavaServer Faces, Struts, Hibernate, entre vários outros presentes na configuração. Com um ambiente destes é possível criar aplicações profissionais em Java, tanto aplicações WEB quanto aplicações corporativas.

Para conhecer outros plug-ins disponíveis para a plataforma Eclipse, acesse a página de plug-ins do projeto [12]. Atente sempre para as versões suportadas pelos plug-ins, assim como para as licenças que regem a sua utilização.

Referências

[1] Plataforma Eclipse: http://www.eclipse.org

[2] Eclipse Web Tools Platform (WTP): http://www.eclipse.org/webtools/

[3] JBoss Tools: http://jboss.org/tools.html

[4] JUnit: http://www.junit.org/

[5] EclEmma: http://www.eclemma.org/

[6] Astah Community: http://astah.change-vision.com/en/product/astah-community.html

[7] Jude Community: http://jude.change-vision.com/jude-web/product/community.html

[8] BIRT Project: http://eclipse.org/birt/phoenix/

[9] IReports: http://jasperforge.org/projects/ireport

[10] Sun Microsystems: http://www.sun.com/

[11] Eclipse Downloads: http://eclipse.org/downloads/

[12] Plug-ins para o Eclipse: http://www.eclipseplugincentral.com/

Instalando o Plugin do WebSphere AS Community Edition 2.1 no Eclipse

Versão em PDF

Ontem comecei minha saga de tentar instalar o plugin de suporte ao WebSphere AS Community Edition (WASCE) no Eclipse Ganymede. Até então só havia utilizado para projetos o JBoss, Glassfish e Tomcat.

Inicialmente contei com o tutorial criado por Juliano Martins, mas como é de costume a Lei de Murphy me perseguir, não consegui instalar o plugin da maneira que o tutorial mostrava. Basicamente a instalação era interrompida perto dos 94%. Tentei várias vezes, sem sucesso.

Procurando um pouco mais na internet, encontrei o update site para o plugin do WASCE. Além de conter o update site para instalação do plugin através do Update Manager, ele contém o link para o arquivo compactado do plugin, e com este último fica fácil fazer uma instalação offline do plugin, bastando descompactar o arquivo dentro do diretório de instalação do Eclipse. O site contém as versões 2.0 e 1.1 do plugin, assim como a versão mais recente do mesmo, que é a 2.1. O plugin mais recente suporta as versões 2.0 e 2.1 do WASCE.

Bom, depois de alguma informação vamos colocar a mão na massa. Vou mostrar como configurar o plugin através do update site.

Adicione a URL http://download.boulder.ibm.com/ibmdl/pub/software/websphere/wasce/updates/ como um site no Update Manager do Eclipse:

wsace1

Além do plugin para o WASCE, também aproveitei pra instalar os adaptadores e runtimes do Gerônimo.

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Depois de clicar em install, será iniciado o download dos arquivos necessários. Uma tela de confirmação será apresentada para os itens a serem instalados.

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Confirme e continue. Aceite também os termos de licenças apresentados.

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Depois de reiniciado o IDE, você encontrará as opções de configuração para os servidores. Aqui eu havia instalado previamente o WASCE 2.1.1.

Ao escolher a opção do servidor 2.1, indiquei o local de instalação que eu havia feito previamente.

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Após isso, clique em next para a próxima etapa, que é a configuração do usuário e senhaa (usuário: system/senha: manager) para acesso ao web console do WASCE.

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Ao confirmar, você terá sua configuração pronta. Inicie o servidor.

Assim que o servidor tiver iniciado, acesse http://localhost:8080. Você deverá ver a página inicial que acompanha a instalação do servidor. Através dela é possível ter acesso ao Administrative Console.

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Clicando no link do Administrative Console, serão solicitadas as credenciais de acesso.

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Ao informá-las, você será direcionado para o painel de administração do servidor.

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A utilização deste não é o foco deste how-to, então vou ficando por aqui.
Fica a dica!