Luizgustavoss's Weblog

4, fevereiro 2010

Rich Internet Applications Com Apache Pivot

Arquivado em: Dica Rápida — Tags:, , — luizgustavoss @ 2:01 pm

Recentemente a Apache Software Foundation elevou ao nível de projeto oficial sua plataforma para o desenvolvimento de aplicações RIA (Rich Internet Applications) em Java, chamada Pivot.

Esta tecnologia combina usabilidade e produtividade elevadas de um kit de ferramentas moderno de RIA com a robustez de uma plataforma de padrão industrial como Java.

Aplicações Pivot são escritas usando uma combinação de Java e XML, e podem ser executadas como applets ou como aplicações desktop (opcionalmente offline). Enquanto a plataforma Pivot foi projetada para ser familiar a desenvolvedores WEB que tem experiência no desenvolvimento de aplicações  AJAX usando HTML, CSS e JavaScript, ela oferece um conjunto muito mais rico de componentes do que a HTML, e permite que os desenvolvedores criem experiências muito mais sofisticadas aos usuários de forma rápida e fácil. A plataforma Pivot também será familiar a desenvolvedores Swing, uma vez que tanto Swing quanto Pivot são baseados em Java2D e empregam a arquitetura MVC (Model View Controller) para separar os dados de sua apresentação.

No entanto, Pivot inclui recursos adicionais que tornam o desenvolvimento de aplicações com GUIs modernas muito mais fácil, tais como interfaces de usuário declarativas, data binding, efeitos e transições, e integração com web services.

A plataforma Pivot é desenvolvida em um ambiente participativo e aberto, e distribuído sob a Apache Software Licence.

O projeto ainda é recente, mas promete ser uma boa opção para o desenvolvimento de   aplicações RIA em Java.

Confira a página do projeto: http://pivot.apache.org/

25, janeiro 2010

Removendo a Conta de Serviço do PostgreSQL no Windows Vista

Arquivado em: How-To — Tags: — luizgustavoss @ 10:53 pm

Esta dica vai ser útil para quem já precisou reinstalar o PostgreSQL no Windows Vista, e teve problemas durante a nova instalação, ao ser solicitado pela senha da conta de serviço que permaneceu no sistema, depois da última instalação.

Se você for ao Painel de Controle, na gerência de Contas de Usuário, a conta de serviço do PostgreSQL não estará lá. Será necessário ir a área de Controle dos Pais:

Será possível visualizar a conta, mas para excluí-la será necessário desabilitar um recurso antes:

Voltando à área de Contas de Usuário, é possível ver na parte inferior uma opção chamada “Ativar ou desativar o Controle de Conta de Usuário“:

Selecione esta opção. Será apresentada a tela abaixo:

Desmarque a opção “Utilizar o Controle de Conta de Usuário (UAC) para ajudar a proteger o computador” e reinicie o computador.

Ao retornar, abra um prompt e digite o seguinte comando:

net user /delete postgres

Ao retornar à área de “Controle dos Pais”, no Painel de Controle, a conta não estará mais lá.

Habilite novamente a o recurso de Controle de Conta de Usuário (UAC).

Pronto! Você já pode instalar o PostgreSQL!

13, dezembro 2009

Preparando um Ambiente de Desenvolvimento Java EE Baseado em Eclipse

Arquivado em: How-To, Tutorial — Tags:, , , , — luizgustavoss @ 6:57 am

Objetivo do Documento

Auxiliar desenvolvedores iniciantes em Java na configuração de um ambiente de desenvolvimento, baseado na IDE Eclipse e em ferramentas open-source, que permita o desenvolvimento de aplicações Java EE profissionais.

Motivação

A plataforma Java, ao contrário da maioria das plataformas e linguagens de programação disponíveis no mercado, apresenta uma infinidade de possibilidades para o desenvolvimento de aplicações. Esta grande variedade não é referente, apenas, à que tipos de aplicações podem ser desenvolvidas, mas também refere-se às tecnologias que podem ser usadas na composição de uma aplicação.

Além da vasta quantidade de tecnologias que fazem parte da especificação da plataforma, há ainda uma diversidade de tecnologias que são adequadas ao desenvolvimento em Java, embora não façam parte das especificações oficiais.

Para um desenvolvedor que pretende iniciar com o desenvolvimento em Java, escolher entre ferramentas de desenvolvimento e frameworks pode ser uma tarefa assustadora. Como reunir “coisas” como Eclipse, NetBeans, Struts, JavaServer Faces, Spring, AOP, JUnit, EJB, Servelts,  JBoss, RichFaces, Facelets, etc… em um ambiente, em uma aplicação? Essa é uma pergunta que certamente todo desenvolvedor iniciante se faz.

Pensando nesta dificuldade, ou necessidade (provavelmente as duas coisas) é que este pequeno tutorial foi desenvolvido. Não existe, porém, a pretensão de se explicar todo o universo de possibilidades de configurações de um ambiente de desenvolvimento, abrangendo todas as tecnologias possíveis. Vamos configurar um ambiente de desenvolvimento que permita a criação de aplicações Java EE baseadas nas principais tecnologias de mercado. A criação das aplicações ficará para uma outra ocasião, mas ter um ambiente pronto para isso já é meio caminho andado. Espero que este tutorial lhe seja útil!

As Ferramentas

O ambiente de desenvolvimento proposto é baseado na IDE Eclipse e em plug-ins gratuitos que permitem o desenvolvimento de aplicações com os principais frameworks do mercado. Abaixo são apresentada as descrições de tais plug-ins:


Plataforma Eclipse

Mais do que uma IDE, o Eclipse é uma plataforma que permite o desenvolvimento de aplicações em diversas linguagens. Esta plataforma apresenta em seu estado mais básico, os recursos mínimos para o desenvolvimento de aplicações. A instalação de plug-ins adicionais é que permite a personalização da ferramenta para uma determinada linguagem.

No site do projeto [1] é possível encontrar instaladores da ferramenta já configurada para diversos propósitos, inclusive para o desenvolvimento Java EE. No entanto, a configuração básica para o desenvolvimento Java EE pode ser melhorada com a configuração de plug-ins adicionais, habilitando a ferramenta para o desenvolvimento com os principais frameworks do mercado.

Durante este tutorial utilizarei a penúltima versão da ferramenta, o Eclipse 3.4 (Ganymede), ao invés de utilizar a última versão, o Eclipse 3.5 (Galileo). O motivo de utilizar a penúltima versão é devido ao fato de que, no momento em que escrevo este tutorial, ainda não há uma versão final (de produção) do plug-in do JBoss Tools para o Galileo, mas a liberação de uma versão final está próxima. De qualquer forma apresentarei uma explicação, ao final, de como reproduzir a configuração na última versão do Eclipse.


Eclipse Web Tools Platform (WTP)

O projeto Eclipse Web Tools Platform (WTP) estende a plataforma do Eclipse com ferramentas para o desenvolvimento de aplicações WEB e Java EE. Estão disponíveis editores visuais e de código para uma grande variedade de linguagens, wizards e aplicações pré-configuradas para simplificar o desenvolvimento, e ainda ferramentas e APIs para dar suporte à implantação, execução e teste de aplicações.


JBoss Tools

Plugin que apresenta um conjunto de ferramentas da JBoss especializados para o desenvolvimento de aplicações WEB e corporativas em Java, dentre as quais pode-se citar algumas:

  • Hibernate Tools (ferramentas para se trabalhar com o framework ORM Hibernate)
  • Seam Dev Tools (ferramentas para se trabalhar com framework Seam)
  • Visual Web Tools  (editor visual que permite trabalhar com qualquer tecnologia web, tais como JSF (suporte a Richfaces), Seam, Struts, JSP, HTML e outros)
  • JBoss Server Manager (ferramentas para gerenciamento do servidor de aplicações JBoss)
  • JSF Tools (ferramentas para desenvolvimento JSF)
  • Struts Tools (ferramentas para desenvolvimento Struts)

Citamos aqui apenas os recursos mais comuns no desenvolvimento WEB, mas muitos outros estão disponíveis, como ferramentas para desenvolvimento de aplicações baseadas em BPM (Business Process Management), Portais, Relatórios, BRMS (Business Rule Management System), etc. Para mais informações, inclusive de como criar projetos baseados em cada uma destas tecnologias, o site do projeto [3] pode ser consultado.


Subclipse

Plugin que permite a integração e gerenciamento de projetos em repositórios Subversion.


EclEmma Java Code Coverage

O EclEmma é uma ferramenta de verificação de cobertura de testes unitários. Com esta ferramenta é possível verificar a porcentagem de código que foi efetivamente testada pelos testes unitários desenvolvidos para a aplicação.

Existem hoje vários frameworks para testes unitários na plataforma Java, e o mais famoso deles é o JUnit, um projeto open-source que atualmente está em sua versão 4.8. A configuração do Eclipse para Java já dá suporte à criação de testes unitários com o JUnit, não sendo necessária a instalação de um plug-in para essa finalidade. Na página do projeto do JUnit [4] você poderá encontrar mais informações a respeito da criação de testes unitários.

Para mais informações sobre o EclEmma, o site do projeto [5] pode ser consultado.

Algumas boas ferramentas de modelagem e desenvolvimento, que não estão disponíveis para a plataforma Eclipse, também podem ser usadas no ambiente proposto, dentre elas eis duas sugestões:


Jude Community/ Astah Community

A ferramenta Jude Community é uma boa ferramenta de modelagem UML gratuita. Por ser uma versão Community possui algumas limitações. Há uma versão Professional disponível, mas os recursos presentes na versão Community podem suprir a necessidade de grande parte dos artefatos necessários no dia-a-dia.

A partir de 2010, a ferramenta será descontinuada, e a Change Vision, empresa responsável pelo Jude, recomenda desde já a utilização da ferramenta que substituirá o Jude, ferramenta esta batizada de Astah. Assim como o Jude, esta ferramenta possui versões Community e Professional. Dentre os recursos da ferramenta estão:

  • Suporte a UML 2.1
  • Diagramas de Classe, Caso de Uso, Sequência, Atividade, Comunicação, Máquina de Estado, Componentes, Implantação, Estrutura de Composição, Objetos e Pacotes.
  • Ajustes de alinhamento e tamanho dos diagramas
  • Impressão dos diagramas (com a marca d’água da ferramenta)
  • Exportação das imagens dos diagramas (com a marca d’água da ferramenta)

Mais informações podem ser encontradas nos sites [6] [7] das ferramentas.


IReports e JasperReports

Durante muito tempo o framework JasperReports foi a principal alternativa para a produção de relatórios para aplicações Java. Hoje é possível encontrar no mercado alternativas a este framework, como o BIRT [8], uma engine de relatórios baseada no Eclipse, inclusive com um editor visual já integrado. Ainda assim, é conveniente ter este ambiente de criação de relatórios devido à sua grande utilização, ainda hoje, por grande parte da comunidade.

O IReports [9] é uma ferramenta visual para a edição de relatórios baseados em JasperReports. Atualmente possui um plug-in para a IDE NetBeans, porém é possível realizar a instalação da ferramenta como uma aplicação a parte.

Instalação e Configuração


JDK

Para a instalação e configuração do ambiente precisamos ter, primeiramente, o Java Development Kit (JDK) instalado. Cada projeto pode ter um requisito diferente quando à versão da JDK, mas é adequado termos a última versão instalada. No momento em que escrevo este tutorial, a versão 6 update 17 é a mais recente. Vamos instalá-la.

Para obter o instalador do JDK acesse o site da Sun [10] e a área de downloads do Java para desenvolvedores. Inicialmente há um menu com as opções de downloads de várias tecnologias. Ao se clicar sobre a opção Java, um menu específico para a tecnologia é apresentado, onde é possível encontrar um link para os downloads para desenvolvedores, conforme imagens abaixo:


Na página que se abre, escolha a opção de download da versão sem bundles, conforme a imagem abaixo:

Na próxima tela escolha a versão mais adequada para seu ambiente e prossiga com o download:

Depois de feito o download, o processo de instalação do JDK é bem intuitivo, bastando seguir as dicas do instalador. Atente-se apenas para os locais de instalação do JDK e do JRE durante o processo de instalação, alterando-os caso julgue necessário:


Após a instalação, configure uma variável de ambiente chamada JAVA_HOME apontando para o diretório de instalação do JDK. O processo de criação da variável de ambiente é específico para cada sistema operacional. Adicione também o diretório “\bin” do diretório de instalação à variável de ambiente “path“.


Após a instalação do JDK, faça o download do Eclipse para a versão de seu sistema operacional, no site de downloads [11] do projeto.

Ao acessar a página de downloads, as versões disponíveis serão referentes a última versão (Galileo). Para encontrar as versões anteriores (nosso caso, para este tutorial) acesso a opção de versões mais antigas da ferramenta:



Ao selecionar a versão do Eclipse, (em destaque a verão mais recente do Ganymede) você será direcionado a uma página com os pacotes disponíveis. Escolha o pacote para Desenvolvedores Java EE. Caso tenha curiosidade de saber a diferença entre cada pacote, acesso o link em destaque na imagem abaixo:


Escolha a versão adequada para seu sistema operacional, nos links à direita.

Depois de fazer o download do Eclipse, o processo de instalação é bem simples. Basta descompactar o arquivo em um diretório de sua preferência. Para este tutorial, farei a instalação em C:\eclipse.

Depois de descompactar o pacote, execute o arquivo executável presente no diretório. A ferramenta será iniciada, e solicitará para que seja informado um workspace (diretório de trabalho). Informe um diretório de sua preferência.



Assim que o ambiente for inicializado por completo, vamos realizar a primeira configuração. Acesse o menu Window > Preferences e na janela que se abre escolha Java > Installed JREs:


Clique no botão “Add…” e na próxima janela escolha a opção Standard VM e prossiga:



Na tela seguinte selecione o diretório de instalação do JDK e finalize:



Ao retornar para a tela de preferências, remova a linha referente ao JRE instalado anteriormente, mantendo somente a linha referente à JDK adicionada:



Instalando os Plug-ins

Até agora realizamos a configuração básica do Eclipse IDE. Vamos a partir de agora, configurar os plug-ins das ferramentas mencionadas.

É importante dizer que para que este processo seja completado, é necessário ter acesso à internet, de preferência com uma boa banda, pois para a instalação dos plug-ins é necessário realizar o download dos mesmos durante a configuração.

Muitos plug-ins oferecem a opção de se fazer o download de arquivos para a posterior instalação offline. Para este tutorial, porém, adotaremos a outra opção, que é fazer a configuração através de “Sites”. Este tipo de instalação é feita através de URLs informadas ao Eclipse, através do qual são feitos os downloads dos plug-ins.

A seguir estão listados os plug-ins que iremos configurar, suas URLs e informações referentes às versões do Eclipse que são suportadas:


JBoss Tools 3.1 (Eclipse 3.5.0 – Galileo)
Site URL: http://download.jboss.org/jbosstools/updates/development/

JBoss Tools 2.1 (Eclipse 3.3.2 – Europa)
Site URL: http://download.jboss.org/jbosstools/updates/JBossTools-2.1.2.GA/

JBoss Tools 3.0 (Eclipse 3.4.2 – Ganymede)
Site URL: http://download.jboss.org/jbosstools/updates/stable/

Subclipse (Versões suportadas do Eclipse: 3.2,3.3,3.4,3.5)
Site URL: http://subclipse.tigris.org/update_1.6.x

EclEmma Java Code Coverage (Versões suportadas do Eclipse: 3.1, 3.2, 3.3, 3.4, 3.5)
Site URL: http://update.eclemma.org/


Antes de iniciarmos, apenas para efeito de comparação, acesse o menu File > New > Other… e veja as opções disponíveis neste momento.  Após instalarmos os plug-ins, volte a este mesmo painel para visualizar as mudanças:


Para iniciarmos a instalação dos plug-ins acesso o menu Help > Software Updates…

Na janela que se abre, há duas abas: Installed Software e Available Software. Na primeira aba estão listados os recursos já instalados na IDE. Clique na segunda aba, e em seguida no botão Add Site…

Vamos instalar primeiramente o plug-in do JBoss Tools para esta versão do Eclipse. Inclua no campo Location a seguinte URL: http://download.jboss.org/jbosstools/updates/stable/


Depois que a ferramenta identificar os recursos do plug-in que estão disponíveis, selecione os mesmos conforme a imagem abaixo:


Após isto clique no botão Install…

Nas próximas telas siga confirmando as operações e aceitando as licenças apresentadas. Aguarde o término da instalação, e ao final será solicitado que você reinicie o IDE.


Após a IDE ter sido reiniciada, repita o processo de instalação de plug-in para os plug-ins do Subclipse (http://subclipse.tigris.org/update_1.6.x) e do EclEmma (http://update.eclemma.org/):


Vale lembrar que o suporte ao WTP já está habilitado por padrão na configuração do Eclipse para desenvolvedores Java EE.

Após estes passos já teremos um ambiente com todos os plug-ins instalados. Acesse novamente o menu File > New > Other… e veja a quantidade de opções disponíveis agora:



A criação de um projeto de exemplo de utilização dos plug-ins está fora do escopo deste tutorial, mas  informações de como criar projetos específicos podem ser encontradas principalmente no site do JBoss Tools.


Instalando as Outras Ferramentas

Ainda falta instalar o IReports e o Astah Community. Vamos então seguir com estas instalações.

Para baixar o IReports acesse o site do projeto [9] e procure pela página de downloads. Muito provavelmente haverá uma opção de download já na página inicial. No momento de criação deste tutorial a última versão disponível é a 3.6.2. Faça o download da versão adequada para seu ambiente:


Após escolher a versão adequada, você poderá se cadastrar ou acessar diretamente o download. Caso queira se cadastrar, prossiga com o formulário indicado, caso contrário acesse a opção apresentada na imagem abaixo para acessar o download do arquivo:


Em instantes o download do arquivo deverá ser iniciado.

Assim que o download terminar, o processo de instalação é bem direto. Algumas opções de download disponibilizam um arquivo compactado, multiplataforma, e neste caso seria necessário apenas descompactá-lo. Para este tutorial baixei o instalador para o Windows, e para este caso o processo de instalação é guiado por um wizard.

Após a instalação você poderá executar a ferramenta, e navegar entre suas opções para conhecê-la.


Um exemplo de relatório está além do escopo deste tutorial, mas não é difícil encontrar exemplos nos sites da comunidade da ferramenta.

Agora vamos partir para a instalação da Astah Community, a ferramenta de modelagem UML. Acesse o site da ferramenta [6] , e procure pela opção de downloads.

Para efetuar o download será necessário se cadastrar no site:

Após realizar o processo de cadastro, será possível ter acesso às opções de download. Faça o download para seu ambiente.

Para este tutorial foi realizado o download do instalador para Windows. Assim como o instalador do IReport, o instalador do Astah é bem intuitivo, bastando apenas seguir as sugestões do wizard, alterando as configurações sugeridas quando necessário.

Após a instalação, execute a ferramenta e navegue em suas opções para conhecê-la.

Um exemplo de projeto UML está alem do escopo deste tutorial, mas com alguns minutos de uso, é possível, para aqueles que conhecem a UML, criar diagramas com a ferramenta.

Com isso encerramos o processo de configuração de um ambiente de desenvolvimento Java EE baseado em Eclipse e plug-ins open-source.

Instalação e Configuração no Eclipse Galileo

O processo de instalação e configuração utilizando o Eclipse Galileo é praticamente o mesmo. As únicas coisas que devem ser observadas são as versões dos plug-ins (somente no caso do JBoss Tools o URL Site é diferente) e as diferenças de telas no momento de informar o Eclipse Site, que no Eclipse Galileo é como a imagem a seguir apresenta:

Conclusões

Como dito inicialmente, o ambiente proposto não atende a todas as possíveis combinações de frameworks do mercado para desenvolvimento Java. Frameworks como Wicket ou Spring, por exemplo, não são contemplados por esta configuração.

O ambiente, no entanto, atende a maioria das necessidades de desenvolvimento para a plataforma Java EE, com frameworks como JavaServer Faces, Struts, Hibernate, entre vários outros presentes na configuração. Com um ambiente destes é possível criar aplicações profissionais em Java, tanto aplicações WEB quanto aplicações corporativas.

Para conhecer outros plug-ins disponíveis para a plataforma Eclipse, acesse a página de plug-ins do projeto [12]. Atente sempre para as versões suportadas pelos plug-ins, assim como para as licenças que regem a sua utilização.

Referências

[1] Plataforma Eclipse: http://www.eclipse.org

[2] Eclipse Web Tools Platform (WTP): http://www.eclipse.org/webtools/

[3] JBoss Tools: http://jboss.org/tools.html

[4] JUnit: http://www.junit.org/

[5] EclEmma: http://www.eclemma.org/

[6] Astah Community: http://astah.change-vision.com/en/product/astah-community.html

[7] Jude Community: http://jude.change-vision.com/jude-web/product/community.html

[8] BIRT Project: http://eclipse.org/birt/phoenix/

[9] IReports: http://jasperforge.org/projects/ireport

[10] Sun Microsystems: http://www.sun.com/

[11] Eclipse Downloads: http://eclipse.org/downloads/

[12] Plug-ins para o Eclipse: http://www.eclipseplugincentral.com/

19, agosto 2009

Configurando um Datasource para o Microsoft SQL Server 2005 no WebSphere 6.1

Arquivado em: Tutorial — Tags:, , , , — luizgustavoss @ 9:48 pm

por: Luiz Gustavo Stábile de Souza

versão PDF

Este tutorial tem o objetivo de ajudar na configuração de um datasource (origem de dados) para o SQL Server 2005 no WebSphere 6.1.
A idéia de criar este tutorial surgiu de uma necessidade pessoal, de encontrar um passo-a-passo na internet, que fosse específico para esta versão do banco no WebSphere 6.1.
Para a elaboração deste tutorial, usei uma versão trial do servidor, que pode ser encontrada no site da IBM, que consta das referências no final do artigo.
Ao longo do artigo, os termos datasource e origem de dados serão usados para indicar a mesma coisa.

Configurando as credenciais de usuário para a conexão com banco através da JNDI

O WebSphere armazena todas as informações de usuário e senha de forma centralizada e faz isso em uma área diferente do console administrativo. Uma vez que a conexão JNDI requer um nome de usuário e senha, teremos que configurá-los antecipadamente.
A partir do menu esquerdo, selecione a opção Segurança > Administração, Aplicativos e Infra-estrutura Seguros.
Na tela que aparece, expanda o item Java Authentication and Authorization Service à direita, e selecione o item Dados de autenticação J2C:

Dados de autenticação J2C

Dados de autenticação J2C

A próxima tela apresenta a lista de identidades já cadastradas. Selecione a opção para incluir uma nova identidade, e após o cadastro clique em Salvar, para confirmar a operação:

Tela de cadastro de identidades

Tela de cadastro de identidades

Configurando um Provedor JDBC

No WebSphere é preciso configurar um provedor para um driver JDBC que pretendemos usar para um datasource. Segundo a IBM: “O objeto provedor JDBC encapsula a classe de implementação específica do driver JDBC para o datasource definido, e o associa ao provedor.”
Para configurar o provedor JDBC, escolha o item Recursos no menu à esquerda do painel administrativo, e então o item Provedores de JDBC.
Na tela apresentada, escolha o escopo adequado para a criação do recurso, no combo box apresentado, e escolha a opção para cadastrar um novo provedor JDBC.
Você pode cadastrar um provedor JDBC para o driver já oferecido pelo servidor por padrão. Para isso escolha na lista de tipo de provedor a opção WebSphere embedded ConnectJDBC:

Cadastro de provedor JDBC

Cadastro de provedor JDBC

Resumo dos dados do provedor JDBC cadastrado

Resumo dos dados do provedor JDBC cadastrado

Criando o Datasource

Agora, voltando à lista de provedores JDBC, selecione o provedor que acabamos de configurar, clicando sobre o mesmo. Na tela que aparece selecione o link Origem de Dados, à direita. Na tela que aparece em seguida, escolha a opção para cadastrar um novo datasource. A tela de cadastro aparece parcialmente preenchida, com os dados do provedor de conexão:

Tela de cadastro do datasource (origem de dados)

Tela de cadastro do datasource (origem de dados)

Preencha o campo de nome JNDI e escolha o alias de autenticação a ser usado, de acordo com o que foi cadastrado anteriormente.

Na próxima tela serão solicitadas informações adicionais para a configuração do datasource:

Dados adicionais para o datasource

Dados adicionais para o datasource

Após a configuração e confirmação, você poderá realizar o teste da conexão do datasource:

Teste do datasource criado executado com sucesso

Teste do datasource criado executado com sucesso

Instâncias Nomeadas do SQL Server

O Microsoft SQL Server suporta múltiplas instâncias de um banco de dados executando em um mesmo servidor. Uma instância é identificada por um nome de instância.
Para se conectar a uma instância nomeada utilizando uma URL de conexão, use o seguinte formato de URL:

jdbc:sqlserver://server_name\\instance_name

Observação: a primeira barra invertida (\) em \\instance_name é um caractere de escape.

onde:

server_name é o endereço ip ou hostname do servidor.
instance_name é o nome da instância com a qual se deseja uma conexão no servidor.

Seguindo este padrão de nomenclatura, caso quiséssemos uma conexão com uma instância chamada  openserver2005 em um servidor chamado openserver, a URL de conexão seria a seguinte:

jdbc:sqlserver://openserver\\openserver2005

Para o caso da configuração de um datasource para um banco cuja instância é nomeada, colocaríamos o seguinte, na identificação do servidor:


openserver\openserver2005

Configuração para uma instância nomeada do banco de dados

Configuração para uma instância nomeada do banco de dados

Configurando um Driver JDBC alternativo

Muitas vezes, o driver JDBC fornecido por padrão pelo servidor de aplicações pode não ser adequado, sendo necessário utilizar uma outra versão, baixada à parte.
O download do driver JDBC para o SQL Server 2005 pode ser feito a partir da página de downloads da Microsoft, que consta nas referências no final do artigo.
Tendo o driver do SQL Server em mãos, acesse o console administrativo.
No meu esquerdo do console administrativo, escolha a opção Ambiente > Variáveis do WebSphere:

sqlserver_was_img9

Ao escolher esta opção, um painel se abrirá, onde é possível visualizar as variáveis de ambiente do WebSphere. Dentre as variáveis encontradas neste painel, procure pela variável WAS_INSTALL_ROOT . O valor dela indicará um diretório, no qual existe um diretório lib, e dentro deste um diretório chamado ext. É para este diretório (ext) que deverá ser copiado o driver JDBC do SQL Server.

Variáveis de ambiente do WebSphere

Variáveis de ambiente do WebSphere

No mesmo painel, crie uma variável de ambiente, digamos MSSQLSERVER2005_JDBC_DRIVER_PATH, para apontar para o diretório onde estará o driver JDBC do SQL Server:

Criação de variável de ambiente

Criação de variável de ambiente

Na próxima tela apesentada, confirme clicando em Salvar:

sqlserver_was_img12

Criando o Provedor JDBC

Agora precisamos criar um provedor JDBC para o driver JDBC alternativo.
No menu do console administrativo selecione Recursos > JDBC > Provedores de JDBC. Selecione a opção para cadastrar um novo provedor.
No campo Tipo do Banco de Dados informe “Definido pelo usuário”. Em Nome da Classe de Implementação informe o nome da classe que implementa o datasource,  fornecido pelo driver. No caso do driver que estou usando essa classe é “com.microsoft.sqlserver.jdbc.SQLServerConnectionPoolDataSource”.

Criação de um provedor JDBC para o driver alternativo

Criação de um provedor JDBC para o driver alternativo

Na próxima tela, informe o caminho até o driver JDBC:

Configuração do caminho para o driver alternativo

Configuração do caminho para o driver alternativo

Após confirmar as configurações, salve as alterações realizadas.

Criando o datasource para o Driver JDBC alternativo

Agora, voltando à lista de provedores JDBC, selecione o provedor que acabamos de configurar, clicando sobre o mesmo. Na tela que aparece, caso necessário, modifique as informações do driver jdbc, como o nome do arquivo .jar ou a classe de implementação:

Propriedades do provedor JDBC

Propriedades do provedor JDBC

Depois das devidas alterações feitas (caso necessário), selecione o link Origem de Dados, à direita. Na tela que aparece, escolha a opção para cadastrar uma nova origem de dados. A tela de cadastro aparece parcialmente preenchida, com os dados do provedor de conexão:

Tela de cadastro do datasource (origem de dados)

Tela de cadastro do datasource (origem de dados)

Preencha o campo de nome da origem de dados, de nome JNDI e escolha o alias de autenticação a ser usado, de acordo com o que foi cadastrado anteriormente.
Na próxima tela, no campo Nome da Classe Auxiliar do Data Store  informe “com.ibm.websphere.rsadapter.GenericDataStoreHelper” (padrão):

Informações do banco de dados para o datasource

Informações do banco de dados para o datasource

Ainda precisamos configurar o nome do banco de dados e o nome do servidor. Na tela de propriedades do datasource, clique na opção Propriedades Personalizadas, localizada à direita:

Propriedades do datasource

Propriedades do datasource

Na tela que se abre, cadastre duas propriedades, conforme a imagem a seguir:

Propriedades adicionais para o datasource (referentes ao banco de dados)

Propriedades adicionais para o datasource (referentes ao banco de dados)

O número da porta é opcional, portanto não o configurei. Para ser mais exato, ao tentar configurar o número da porta, obtive um erro, que informava não ser possível encontrar a versão correta do servidor:

Erro ao testar o datasource quando se informa o número da porta

Erro ao testar o datasource quando se informa o número da porta

Mas ao remover a propriedade, o teste de conexão do datasource funcionou normalmente, com apenas um aviso no log do servidor:

[19/08/09 16:25:30:375 BRT] 0000002e DSConfigurati W   DSRA0174W: Aviso: GenericDataStoreHelper está sendo utilizado.

É isso! Espero que este tutorial seja útil para quem precisa executar esta tarefa, muitas vezes tediosa.

Referências

Named Instances
http://e-docs.bea.com/wls/docs81/jdbc_drivers/mssqlserver.html#1074583

Trial: IBM WebSphere Application Server
http://www.ibm.com/developerworks/downloads/ws/was/

Microsoft SQL Server JDBC Driver
http://msdn.microsoft.com/en-us/data/aa937724.aspx

Setting up a JNDI data source in WebSphere 6.0/6.1
http://www.enavigo.com/2007/05/14/setting-up-a-jndi-data-source-in-websphere-6061/

SQL SERVER 2005 Support in Websphere Application Server V6.0.1:
http://www.theserverside.com/discussions/thread.tss?thread_id=41808

1, agosto 2009

ERRO: detached entity passed to persist

Arquivado em: Code Tip — luizgustavoss @ 12:15 pm

Durante o desenvolvendo um projeto pessoal me deparei com este erro, que indicava que uma entidade
detached estava sendo passada para um método de inclusão:

javax.persistence.PersistenceException: org.hibernate.PersistentObjectException: detached entity passed to persist: model.Criterio

O método em questão salvava, na verdade, uma entidade de outra classe:

Chave chave = new Chave();
chave.setNome(nomeChave);
chave.setPeso(new BigDecimal(pesoChave));
chave.setCriterioCollection(new ArrayList<Criterio>()); 

for(Criterio c : getCriteriosChave()){
 c.setCodChave(chave);
 chave.getCriterioCollection().add(c);
}

getBusinessDelegate().cadastrar(chave);

Tudo indicava que as entidades da classe Criterio, passadas à coleção da classe sendo salva, estavam vindo do banco de dados,
através de um gerenciador de persistência, mas não era este o caso. As entidades retornadas pelo método getCriteriosChave(),
neste caso, são criadas no momento da população da tela, ou seja, não são retornadas do banco.
Durante algum tempo bati cabeça, tentando entender o porquê deste erro, até que em um post encontrei uma dica que foi valiosa:
o identificador do objeto em questão, estava associado a um componente de tela:

<rich:column>
 <h:inputHidden id="hdncodigoCriterio" value="#{criterio.codigo}"/>
 <h:inputText id="txtNomeChave" required="true"
 disabled="#{!configuracaoGuiaBean.habilitarModificacoesChave}"
 value="#{criterio.descricao}" size="100" maxlength="60">
 <f:validateLength minimum="5" maximum="60"/>
 </h:inputText>
 </rich:column>

Como isso pode influenciar no erro?
Ao associar o identificador da entidade a um componente de tela, o valor do mesmo, quando não atribuído explicitamente, será zero, e não nulo.
O gerenciador de persistência entenderá esse valor como sendo um identificador válido, como se a entidade tivesse sido obtida do banco de dados.
Para resolver o problema, bastou fazer um teste antes do momento da atribuição: se o valor do identificador for zero, o que indica
uma nova entidade, atribui-se nulo para seu valor:


for(Criterio c : getCriteriosChave()){
 c.setCodigo(c.getCodigo() == 0 ? null : c.getCodigo());
 c.setCodChave(chave);
 chave.getCriterioCollection().add(c);
}

Está dada a dica!

16, maio 2009

Projeto Money Count – Idealização

Arquivado em: Artigo — luizgustavoss @ 9:00 am

Uma dificuldade que percebo nas pessoas que começam a aprender Java (assim com qualquer tecnologia) é conseguir juntar tudo que se lê a respeito em algo executável, ou seja, conseguir entender todas as tecnologias e padrões envolvidos no desenvolvimento de um sistema.

Para Java essa curva de aprendizado é relamente mais acentuada, ainda mais quando alguém se dispõe a aprender por conta própria.

Ainda me lembro de quando vi Java pela primeira vez, na faculdade. Na ocasião o professor chegou nos mostrando um programinha com poucas linhas que apresentava uma janelinha (JOptionPane) que solicitava uma informação e a apresentava na tela novamente. Aquilo me encantou, mas eu não sabia nem por onde começar, nem como instalar a JDK. Era um longo caminho pela frente (que eu ainda estou trilhando, diga-se de passagem).

Depois disso tivemos Java como linguagem para aprender OO, e mais um semestre em que vimos algo a mais de Java (a contragosto da maioria da sala). Na época não usávamos IDEs como Netbeans ou Eclipse; era tudo no JCreator. Me lembro de ter feito várias e várias telas na mão, com Swing, direto no JCreator, sem os recursos de arrastar e soltar.

Levei tempos até conseguir entender coisas como o que são drivers JDBC, pra entender como fazer uma conexão com o banco de dados, como usar padrões, etc, etc, etc.

Até conseguir criar algo considerável, um sisteminha desktop “bobinho” com conexão à base de dados, validações em formulários, e separação em camadas, penei muito nos fóruns, em cima de livros, e posso garantir que a maior dificuldade é realmente organizar todas as informações encontradas em algo funcional.

Quando criei este blog, a minha intenção era de compartilhar um pouco daquilo que aprendi desde então, nos anos que venho trabalhando com tecnologia. Fica claro que o foco é Java, mas prentendo continuar postando sobre tudo aquilo que julgar proveitoso em outras tecnologias. A intenção do blog continua a mesma, mas refletindo sobre essa dificuldade inicial dos estudantes da tecnologia, pensei em estruturar de uma maneira melhor as postagens, “colocá-las nos trilhos” para que aqueles que estão começando possam aproveitar em algum momento posts mais avançados, sem ficarem confusos. Para resumir, pensei em criar um passo-a-passo, que vai do básico até temas mais avançados.

Para conseguir isso, pensei em criar um projeto de estudo de caso, que possa passar pelos processos de análise, projeto, e desenvolvimento, passando pelas tecnologias básicas até as mais avançadas.

A idéia de ter um projeto padrão é poder, a apartir de um momento, não se importar com “o que” desenvolver, mas com o “como”, podendo ainda fazer comparativos entre as tecnologias para o desenvolvimento do mesmo sistema.

Para este objetivo elegi o primeiro sistema que desenvolvi em Java, com conexão a banco de dados e tudo o mais. É um projeto bem simples, mas funcional, e que está até hoje em funcionamento. Esse projeto surgiu da necessidade de um amigo, que me solicitou um sistema para contagem de unidades monetárias, há muito tempo atrás. A seguir darei o escopo do projeto, e a partir de agora alguns posts serão referentes a este projeto, começando do básico até alcançarmos conceitos e tecnologias mais avançadas.

Money Count

A necessidade do cliente resume-se ao seguinte:

O cliente necessita efetuar pagamentos a funcionários e fornecedores em dinheiro vivo, e para isso calcula todos os pagamentos a serem efetuados no dia e realiza saques no banco. O problema é que a soma dos valores é sacada em notas grandes, e geralmente faltam moedas e notas menores para efetuar o pagamento de valores “quebrados”. Como o cálculo dos valores é realizado por funcionários, de uma maneira não automatizada, erros são possíveis.

O que o sistema a ser desenvolvido deverá realizar:

O cliente solicitou o desenvolvimento de um sistema que permita o cadastro de contas em um banco de dados, para que posteriormente possa emitir relatórios de pagamentos diários de maneira fácil.

O sistema deverá permitir que se saiba, ao final de um relatório, quais e quantas unidades monetárias serão necessárias para se efetuar todos os pagamentos do dia.

Parece fácil não? E é!

Olhando esta especificação, muito simples, é fácil entender a necessidade do cliente e imaginar o sistema a ser desenvolvido.

O problema é o desenvolvimento desse sistema por uma pessoa que está começando agora.

No próximo post começaremos a analisar este sistema mais a fundo (processo de análise), elegendo as classes conceituais que irão compor o sistema, trabalhando com diagramação UML (só o necessário) e nos preparando para o desenvolvimento.

Até lá!

5, abril 2009

Testes Unitários com JUnit

Arquivado em: Tutorial — Tags:, , , — luizgustavoss @ 7:59 am

Versão PDF

Motivação

Apesar de já fazer um certo tempo que escrevi a primeira versão deste tutorial, o assunto de testes unitários, e a utilização do JUnit ainda são para alguns uma novidade.
Acredito que tanto a utilização de testes unitários quanto a utilização do JUnit deverão ser, cada vez mais, constantes no dia-a-dia dos profissionais.
Portanto, eis aqui a minha contribuição para quem está começando!

O que são Testes Unitários?

Falando de forma simples e direta, um teste unitário é um teste realizado para verificar a funcionalidade de um determinado trecho de código, verificar se ele realmente faz o que se propõe a fazer.
O objetivo de testes unitários não é testar toda a funcionalidade do sistema, ou a integração de várias partes do sistema de uma única vez, mas realizar testes isolados, testando blocos específicos do sistema, mais comumente os métodos das classes.
Para entender melhor esse conceito, vamos a exemplos práticos, primeiramente vendo como seria executar um teste sem a utilização de um framework de testes.

Testes sem o JUnit – Um exemplo prático

Para a realização dos exemplos deste tutorial, vou utilizar o IDE Netbeans. Aconselho que você também siga este tutorial executando os exemplos no Netbeans, pois alguns passos são específicos para este IDE, a exemplo da última parte. Mas saiba que a criação de testes unitários não é de forma alguma dependente de uma IDE, e você também poderá criar testes unitários para suas classes, por exemplo, no Eclipse. A escolha aqui é meramente “didática”.

Vamos começar criando um projeto Java simples com o nome de Calculadora. Neste projeto crie uma classe chamada Calculadora, e inclua nesta classe o código abaixo:

public class Calculadora{

        // atributo
        private int resultado = 0;

        // método somar
        public double somar( int n1, int n2 ){

            resultado = n1 + n2;
            return resultado;
        }

        // método subtrair
        public double subtrair( int n1, int n2 ){

            resultado = n1 - n2;
            return resultado;
        }        

        // método multiplicar
        public double multiplicar( int n1, int n2 ){

            resultado = n1 * n2;
            return resultado;
        }

        // método dividir
        public double dividir( int n1, int n2 ){

            resultado = n1 / n2;
            return resultado;
        }
}

Repare que, no método dividir, propositadamente retiramos o teste que verifica a possibilidade de uma divisão por zero.

Crie agora uma classe chamada PrincipalCalculadora, que utilizará a primeira classe:

import javax.swing.JOptionPane;

public class PrincipalCalculadora{

    public static void main( String args[] ){

        int x, y;
        String sX, sY;

        sX = JOptionPane.showInputDialog( null, "Digite o primeiro número:",
        "Primeiro número", JOptionPane.QUESTION_MESSAGE );

        x = Integer.parseInt( sX );

        sY = JOptionPane.showInputDialog( null, "Digite o segundo número:",
        "Segundo número", JOptionPane.QUESTION_MESSAGE );

        y = Integer.parseInt( sY );    

        // instanciação de um objeto da classe calculadora
        Calculadora calc = new Calculadora();

        JOptionPane.showMessageDialog(null, "somar: " +  calc.somar( x, y ) );
        JOptionPane.showMessageDialog(null, "subtrair: " +  calc.subtrair( x, y ) );
        JOptionPane.showMessageDialog(null, "multiplicar: " +  calc.multiplicar( x, y ) );
        JOptionPane.showMessageDialog(null, "dividir: " +  calc.dividir( x, y ) );    

        System.exit( 0 );
    }
}

junit_img_1

Vamos agora criar uma classe chamada TesteCalculadora para testar nossa classe Calculadora. Adicione a ela o seguinte trecho de código:

public class TesteCalculadora {

    public static void main(String[] a){

        Calculadora c = new Calculadora();

        int valorUm = 5;
        int valorDois = 5;

        double valorTotal = c.somar(valorUm, valorDois);

        if(valorTotal == 10){
            System.out.println("valor correto!");
        }
        else{
            System.out.println("valor errado!");
        }
    }

}

Clique sobre a classe TesteCalculadora com o botão direito e escolha a opção Executar Arquivo (Run File). A execução deve apresentar o resultado esperado, ou seja, o teste foi executado e o método se comportou como esperado:

junit_img_2

Nossa classe de teste é funcional, mas para a boa prática de programação, erros devem ser tratados com exceções (blocos try-catch), e não com avaliações condicionais. Criar testes desta maneira, com controle de exceções, além de poluir o código com blocos try-catch, é muito trabalhoso.
É nesse momento que se mostra útil a utilização de um framework de testes.

O Framework de Testes JUnit

Existem vários frameworks para testes unitários na plataforma Java, e o mais famoso deles é o JUnit, um projeto open-source que atualmente está em sua versão 4.5. Na página do projeto [1] você poderá encontrar mais informações, além de tutoriais.
O Netbeans 6 dá suporte à versão mais recente do JUnit, que incorpora o uso de anotações para facilitar a criação de testes. A integração do Netbeans com o JUnit nos permite criar classes de teste rapidamente.

Testes com JUnit – Um exemplo prático

Agora que já vimos como criar uma classe de teste sem o JUnit, e vimos alguns dos inconvenientes dessa abordagem, vamos criar uma classe de teste para a nossa classe Calculadora, utilizando os recursos de integração do Netbeans ao JUnit.
Clique com o botão direito do mouse sobre a classe Calculadora. No menu que aparece, escolha a opção Ferramentas > Criar testes JUnit (Tools > Create JUnit Tests). Na próxima janela que aparece, escolha a opção JUnit 4.x e clique em Select. A seguinte tela será apresentada:

junit_img_3

Nesta tela encontramos alguns recursos a serem configurados para a classe de teste, como a presença de métodos de inicialização e finalização de casos de testes, o nível de acesso dos métodos a serem testados, e a possibilidade de geração de comentários nos códigos. Repare também que é sugerido um nome para a classe de teste (CalculadoraTest). Podemos aceitar as opções sugeridas, clicando em OK. Após este procedimento, será criada a classe de teste no diretório Pacote de Testes (Test Packages):

junit_img_4

Além dos casos de teste simples, criados para cada método da classe Calculadora, foram criados outros 4 métodos que merecem comentário, são eles:

@BeforeClass
setUpClass()

Neste método devem ser colocados códigos que precisam ser executados antes da criação de um objeto da classe de teste, ou seja, um código do qual todos os métodos de teste podem tirar algum proveito. Pode ser a criação de uma conexão com o banco de dados, por exemplo, ou a leitura de um arquivo no sistema de arquivos.
A anotação que acompanha o método (@BeforeClass) pode ser adicionada a qualquer método, e nesse caso, todos os métodos que tiverem essa anotação serão executados na ordem em que aparecem declarados, e antes de qualquer caso de teste específico.

@AfterClass
tearDownClass()

Neste método deverão ser colocados códigos que precisam ser executados assim que todos os casos de teste tiverem sido executados. Tais códigos podem ser referentes a liberação de recursos adquiridos no método setUpClass(), como o fechamento de conexões com o banco de dados, ou à liberação de arquivos.
Assim como acontece com a anotação @BeforeClass, a anotação @AfterClass pode acompanhar qualquer método, e nesses casos todos os métodos serão executados para a liberação de recursos, na ordem em que aparecem declarados.

@Before
setUp()

O método setUp() pode ser utilizado para a inicialização de recursos antes da execução de cada método de teste. É o local ideal para obter e inicializar recursos que precisam ser reiniciados a cada teste.
Assim como as outras anotações, @Before pode ser adicionado a outros métodos.

@After
tearDown()

O método tearDown() é utilizado para a liberação de recursos ao final de cada método de teste. Estes recursos geralmente são os que foram obtidos no método setUp().
A anotação @After pode, assim como as demais, ser utilizada com outros métodos.

Agora vamos observar o método de teste criado para o método somar da classe Calculadora:

junit_img_5

A anotação @Test indica que este método de teste deve ser executado pelo framework. Quando não quisermos que um método de teste seja executado basta remover a anotação.
O que o método de teste faz é criar uma instância da classe Calculadora, e passar dois parâmetros para o método somar, verificando em seguida o resultado.
Como você pode observar, os valores iniciais das variáveis de teste não são nada otimizados, isto porque o framework não tem como conhecer as regras pertinentes ao nosso sistema, colocando então valores padrões. Cabe a nós a “lapidação” do caso de teste, passando valores mais adequados para o teste.
Repare também que a verificação do resultado é feita através de um método de asserção, chamado assertEquals(), que recebe dois parâmetros. O que este método faz é verificar a igualdade entre os parâmetros, e caso estes valores não sejam iguais, é retornada uma exceção, e o teste falha. Veja que não precisamos utilizar blocos condicionais, nem estruturas de controle de exceções, o que torna nosso código de teste mais limpo e direto.
O comando fail() força a falha do teste, e no geral deve ser removido (a não ser que se queira realmente forçar a falha de um teste).
Vamos refinar nosso caso de teste:

junit_img_6

Repare que melhoramos os valores das variáveis utilizadas no teste do método testSomar, e no método assertEquals, passamos um terceiro parâmetro, que especifica uma variação decimal aceitável para a comparação de números de ponto-flutuante.
Para rodar o teste, clique com o botão direito do mouse sobre o ícone que representa a classe CalculadoraTest, na árvore de recursos de projeto (à esquerda), e escolha a opção Executar Arquivo (Run File). Você verá que todos os métodos de teste anotados com @Test serão executados, e como retiramos o comando fail somente da classe de teste testSomar, todos os outros testes falharão:

junit_img_7

Vamos ajustar os demais testes. O código final da classe de testes, até agora, deverá ser o seguinte:

import org.junit.After;
import org.junit.AfterClass;
import org.junit.Before;
import org.junit.BeforeClass;
import org.junit.Test;
import static org.junit.Assert.*;

public class CalculadoraTest {

    public CalculadoraTest() {
    }

    @BeforeClass
    public static void setUpClass() throws Exception {
    }

    @AfterClass
    public static void tearDownClass() throws Exception {
    }

    @Before
    public void setUp() {
    }

    @After
    public void tearDown() {
    }

    /**
     * Test of somar method, of class Calculadora.
     */
    @Test
    public void testSomar() {
        System.out.println("somar");
        int n1 = 5;
        int n2 = 5;
        Calculadora instance = new Calculadora();
        double expResult = 10.0;
        double result = instance.somar(n1, n2);
        assertEquals(expResult, result, 0);
    }

    /**
     * Test of subtrair method, of class Calculadora.
     */
    @Test
    public void testSubtrair() {
        System.out.println("subtrair");
        int n1 = 5;
        int n2 = 3;
        Calculadora instance = new Calculadora();
        double expResult = 2;
        double result = instance.subtrair(n1, n2);
        assertEquals(expResult, result, 0);
    }

    /**
     * Test of multiplicar method, of class Calculadora.
     */
    @Test
    public void testMultiplicar() {
        System.out.println("multiplicar");
        int n1 = 2;
        int n2 = 3;
        Calculadora instance = new Calculadora();
        double expResult = 6;
        double result = instance.multiplicar(n1, n2);
        assertEquals(expResult, result, 0);
    }

    /**
     * Test of dividir method, of class Calculadora.
     */
    @Test
    public void testDividir() {
        System.out.println("dividir");
        int n1 = 5;
        int n2 = 2;
        Calculadora instance = new Calculadora();
        double expResult = 2.5;
        double result = instance.dividir(n1, n2);
        assertEquals(expResult, result, 0);
    }

}

Substitua o código da classe de testes pelo código acima e execute o teste. O último teste, do método dividir falha. Vamos analisar o que aconteceu:

junit_img_8

O método de teste para o método dividir determina que a divisão de 5 por 2 deve resultar em 2.5. Isto está correto, e devemos então verificar o método dividir na nossa classe Calculadora, para encontrar a causa do problema.
Ao analisar o código do método dividir, da classe Calculadora, vemos que ele retorna como resultado o valor da divisão direta de dois números inteiros. Qualquer operação que envolva um número inteiro retornará um número inteiro, e quando fazemos a divisão de 5 por 2, ele retorna somente o valor inteiro 2, é esse o problema de nosso método. Vamos alterar o código de nosso método dividir, na classe Calculadora para o seguinte:

public double dividir( int n1, int n2 ){

    double d1 = Double.valueOf(n1);
    double d2 = Double.valueOf(n2);

    double r = d1 / d2;
    return r;
}

Agora, sem nenhuma alteração em nossa classe de teste, execute os testes. Agora todos os testes passam:

junit_img_9

Conforme vimos até agora, temos um caso de teste para cada método da nossa classe Calculadora. Isso é bom, mas não o bastante. Precisamos criar casos de teste para outras situações. Por exemplo, vamos testar o comportamento de nosso método multiplicar para o caso de parâmetros com valores negativos:

junit_img_10

Como se pode ver, passamos dois valores negativos ao método multiplicar, e o mesmo nos retornou um valor positivo.

Consulte a API do framework JUnit na web e conheça os diversos métodos assertivos disponíveis. Há métodos assertivos para comparação de Strings, para garantir que um valor não é nulo, etc…

Gerando Relatórios de Teste com JunitReport

Podemos aplicar algumas modificações em um script de configuração do Netbeans para que sejam gerados relatórios dos testes realizados.
Na tela de arquivos (Files) procure pelo arquivo build-imp.xml. Trata-se de um arquivo de script ant, que o Netbeans utiliza para algumas configurações internas:

junit_img_11

Clique duas vezes sobre o arquivo, para abri-lo no editor. Procure pela tag de fechamento </junit> e abaixo dela digite o seguinte código:

<junitreport todir=”${test.src.dir}”>
<fileset dir=”${build.test.results.dir}”>
<include name=”TEST-*.xml”/>
</fileset>
<report todir=”${test.src.dir}/html”/>
</junitreport>

junit_img_12

Depois dessa modificação, clique sobre o projeto com o botão direito e escolha a opção Teste. Você perceberá que será criada uma estrutura a mais junto com as classes de teste. Esta estrutura passa a armazenar as páginas que apresentam os testes executados.

junit_img_13

Clique com o botão direito do mouse sobre o arquivo index.html e escolha a opção View:

junit_img_14

É isso pessoal! Espero que este pequeno tutorial seja útil.

Até o próximo!

Referências

[1] – http://www.junit.org/

31, março 2009

Instalando o Plugin do WebSphere AS Community Edition 2.1 no Eclipse

Arquivado em: How-To — Tags:, — luizgustavoss @ 2:04 pm

Versão em PDF

Ontem comecei minha saga de tentar instalar o plugin de suporte ao WebSphere AS Community Edition (WASCE) no Eclipse Ganymede. Até então só havia utilizado para projetos o JBoss, Glassfish e Tomcat.

Inicialmente contei com o tutorial criado por Juliano Martins, mas como é de costume a Lei de Murphy me perseguir, não consegui instalar o plugin da maneira que o tutorial mostrava. Basicamente a instalação era interrompida perto dos 94%. Tentei várias vezes, sem sucesso.

Procurando um pouco mais na internet, encontrei o update site para o plugin do WASCE. Além de conter o update site para instalação do plugin através do Update Manager, ele contém o link para o arquivo compactado do plugin, e com este último fica fácil fazer uma instalação offline do plugin, bastando descompactar o arquivo dentro do diretório de instalação do Eclipse. O site contém as versões 2.0 e 1.1 do plugin, assim como a versão mais recente do mesmo, que é a 2.1. O plugin mais recente suporta as versões 2.0 e 2.1 do WASCE.

Bom, depois de alguma informação vamos colocar a mão na massa. Vou mostrar como configurar o plugin através do update site.

Adicione a URL http://download.boulder.ibm.com/ibmdl/pub/software/websphere/wasce/updates/ como um site no Update Manager do Eclipse:

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Além do plugin para o WASCE, também aproveitei pra instalar os adaptadores e runtimes do Gerônimo.

wsace2

Depois de clicar em install, será iniciado o download dos arquivos necessários. Uma tela de confirmação será apresentada para os itens a serem instalados.

wsace3

Confirme e continue. Aceite também os termos de licenças apresentados.

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wsace5

Depois de reiniciado o IDE, você encontrará as opções de configuração para os servidores. Aqui eu havia instalado previamente o WASCE 2.1.1.

Ao escolher a opção do servidor 2.1, indiquei o local de instalação que eu havia feito previamente.

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Após isso, clique em next para a próxima etapa, que é a configuração do usuário e senhaa (usuário: system/senha: manager) para acesso ao web console do WASCE.

wsace7

Ao confirmar, você terá sua configuração pronta. Inicie o servidor.

Assim que o servidor tiver iniciado, acesse http://localhost:8080. Você deverá ver a página inicial que acompanha a instalação do servidor. Através dela é possível ter acesso ao Administrative Console.

wsace8

Clicando no link do Administrative Console, serão solicitadas as credenciais de acesso.

wsace9

Ao informá-las, você será direcionado para o painel de administração do servidor.

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A utilização deste não é o foco deste how-to, então vou ficando por aqui.
Fica a dica!

16, março 2009

Modem Huawei E226 no Ubuntu 7.10

Arquivado em: How-To — Tags:, — luizgustavoss @ 8:13 pm

Em dezembro resolvi contratar o serviço de banda larga móvel da Claro. Ao conversar com o atendente, fui informado de que nenhum dos modens tinha suporte ao Linux, e que o modem Huawei E226 tinha suporte ao Windows e ao Mac. Pois bem, esta foi minha escolha.huawai_claro


O atendente ainda me disse que alguns de seus clientes já tinham relatado o sucesso na configuração do modem no linux, então tive a esperança de encontrar na internet algum artigo que explicasse esta tal configuração.
Resolvi então procurar alguma coisa na internet, e de cara encontrei um artigo que dizia ser muito fácil esta configuração. Um dos artigos prometia a tal configuração em apenas 3 minutos.
Pois bem, depois de mais de uma hora tentando configurar o modem, ainda não tinha conseguido realizar uma conexão. O modem estava funcionando, constatação feita pelo led que indica a atividade do aparelho, mas nada de conexão.
Em um outro artigo, encontrei a explicação para o problema: apesar de o modem funcionar, os endereços DNS obtigos pelo modem não respondem.
Era necessário então mudar os endereços DNS após a inicialização do aparelho.
Tentei utilizar os endereços informados no artigo, mas não obtive sucesso com os mesmos.
Só consegui realizar a conexão, por fim, utilizando um outro endereço DNS encontrado em um outro artigo, que não é um dos endereços DNS da Claro.

Abaixo segue um resumo do que eu fiz para que o modem funcionasse, no meu caso.

Criei o arquivo wvdial-huawei.conf, no diretório /etc, com o seguinte conteúdo:

[Dialer Defaults]
Carrier Check = off
Init1 = ATZ
Init2 = ATQ0 V1 E1 S0=0 &C1 &D2 +FCLASS=0
Password = claro
Ask Password = 0
Check Def Route = 1
Phone = *99#
Idle Seconds = 0
Modem Type = Analog Modem
Stupid Mode = 1
Compuserve = 0
Baud = 460800
Dial Command = ATDT
Modem = /dev/ttyUSB0
ISDN = 0
Username = claro
[Dialer claro3g]
Stupid Mode = on
Password = claro
Auto Reconnect = off
Username = claro
Phone = *99#
Auto DNS = 0
Check DNS = 0

Depois criei o arquivo resolv.huawei.conf, também no diretório /etc, com o seguinte conteúdo:

nameserver 4.2.2.2

Como comentei acima, um dos artigos indicava a utilzação dos endereços de DNS 200.255.121.39 e 200.169.117.14, mas com estes eu não tive sucesso.

Criei, no diretório /home/gustavo/huawei o arquivo huawei.sh, com o seguinte conteúdo:

wvdial –config /etc/wvdial-huawei.conf

Este comando inicializa o modem, e deve ser executado todas as vezes que se deseja inicializar o mesmo.

Criei no diretório /home/gustavo/huawei o arquivo changeresolv.sh, com o seguinte conteúdo:

cat /etc/resolv.huawei.conf > /etc/resolv.conf

Este comando é responsável por modificar os endereços DNS obtidos automaticamente pelo modem, pelo endereço DNS que realmente funciona.

Depois de todos estes arquivos criados, quando quero me conectar, sigo os seguintes passos:

  1. Com o modem já conectado, me logo no console e executo, como root, o arquivo huawei.sh.
  2. Após o término da configuração do modem (isso é visível no modem pelo led azul que fica constantemente aceso, ou pelos logs no console que indicam a obtenção dos endereços de IP e de DNS) executo o arquivo changeresolv.sh.

Feito isso deve ser possível efetuar uma conexão. Escrevo este artigo a partir de uma conexão de sucesso ;)

Leiam os artigos indicados, e atentem para o fato de que é necessário ter o módulo usbserial instalado, que já está presente no Kernel 2.6.

Fica dada a dica!

15, março 2009

Instalando e Configurando o PHP 5 e o Apache 2.2 no Windows

Arquivado em: How-To — Tags:, — luizgustavoss @ 7:21 pm

Motivação

Apesar de parecer banal e fácil para quem já conhece, e de ser facilmente encontrado na internet, um roteiro de instalação do PHP5 + Apache 2.2 pode não ser (e geralmente não é) tão trivial para quem está aprendendo esta linguagem.

Objetivos

O objetivo deste how-to não é falar exaustivamente sobre o servidor Apache, nem sobre o PHP. Para isso outras fontes podem ser consultadas. Vamos direto à instalação e configuração em um ambiente Windows. Ao final farei uma nota sobre a instalação no Ubuntu.

Downloads

Vamos fazer o download do servidor Apache e do PHP5.apache

Para o servidor Apache podemos baixar o executável apache_2.2.11-win32-x86-openssl-0.9.8i.msi (Win32 Binary including OpenSSL), encontrado na página de downloads do projeto: http://httpd.apache.org/download.cgi

php2No caso do PHP5, ao invés de baixarmos um binário vamos baixar um arquivo compactado. É apenas uma questão de preferência. No meu caso estou usando o arquivo php-5.2.8-Win32.zip, que pode ser encontrado na página de downloads: http://www.php.net/downloads.php. Caso exista uma versão mais recente, você poderá usá-la.

Instalação

Apache

A instalação do Apache não requer nada de especial.

Instalação do Servidor Apache

Instalação do Servidor Apache

Aceite o termo de uso e as opções padrão sugeridas pelo instalador. Ao final do processo, um ícone será apresentado na barra de tarefas (próximo ao relógio do sistema). Trata-se do monitor do serviço do Apache que, aliás, já é automaticamente iniciado após a instalação. Clicando duas vezes sobre o ícone do gerenciador é possível iniciar/parar/reiniciar o serviço:

Monitor do Serviço do Servidor Apache

Monitor do Serviço do Servidor Apache

Pronto! O servidor Apache já está instalado.

PHP5

Para instalar o PHP5 crie um diretório chamado php5 na raiz do sistema (C:\php5). Copie para este diretório o arquivo compactado que baixamos da área de downloads e descompacte-o .

Pronto! O PHP está instalado. Realmente simples, só falta agora efetuarmos as configurações.

Configurações

Vamos iniciar as configurações editando o arquivo httpd.conf do servidor Apache, que é o principal arquivo de configurações. Para isso, pare o serviço do servidor Apache, através do monitor do serviço. Feito isso, acesse o menu de programas, como indica a imagem abaixo:

Editar o httpd.conf

Editar o httpd.conf

Assim que for aberto para edição, coloque as seguintes linhas ao final do arquivo:

LoadModule php5_module “c:/php5/php5apache2_2.dll”
AddType application/x-httpd-php .php
PHPIniDir “c:/php5/”

Agora procure no arquivo o seguinte trecho:

<IfModule dir_module>
DirectoryIndex index.html
</IfModule>

e configure os valores para index.html index.htm index.php. O resultado deve ser:

<IfModule dir_module>
DirectoryIndex index.html index.htm index.php
</IfModule>

Bom, isso é tudo que precisamos fazer no httpd.conf.

Precisamos agora fazer algumas configurações no arquivo php.ini, do php.

No diretório do php (C:\php5) você encontratá um arquivo chamado php.ini-dist. Faça uma cópia deste arquivo, no mesmo diretório, e a renomeie para php.ini apenas. Neste arquivo encontre e descomente as seguintes linhas (para descomentar, basta remover o ponto-e-vírgula na frente da linha):

extension=php_mysql.dll
extension=php_mysqli.dll

Isso é necessário pois no php5 o suporte ao MySQL não é padrão. Esse “mysqli” é referente a um suporte melhorado ao MySQL. Depois disso o arquivo php.ini pode ser salvo.

Ainda no C:/php5/ existe uma dll chamada libmysql.dll. Copie esta dll e o arquivo php.ini para o diretório System32 (aqui cabe um comentário: fiquei quase 1 semana pra descobrir que tinha que colocar essa bendita dll no System32, porque a documentação não cita nada, mas é necessário).

Testando o resultado

Sua instalação está pronta!

Para testar se o PHP realmente está funcionando, acesso o diretório C:\Arquivos de programas\Apache Software Foundation\Apache2.2\htdocs. É nesse diretório que deverão ficar seus projetos em PHP. Apague o arquivo que está nesse diretório, e crie um arquivo chamado index.php. Edite este arquivo e adicione o seguinte conteúdo:


<?php phpinfo(); ?>

Feito isso, inicie o servidor Apache através do monitor do serviço, e acesse em seu navegador o endereço http://localhost. Se tudo correr bem você verá a seguinte página:

Página de informações do PHP

Página de informações do PHP

É isto, você tem seu ambiente configurado e já pode começar a programar.Em breve farei postagens sobre o PHP também, vale a pena dar uma conferida.

PHP5 e Apache no Ubuntu

Para o pessoal que usa Ubuntu a coisa é mais simples. O servidor HTTP Apache já vem instalado, e é necessário apenas instalar o PHP. Durante a instalação as configurações necessárias já são realizadas, sendo que ao término na instalação já é possível começar a programar.

Para instalar o PHP5 no Ubuntu execute (como root) o seguinte comando no prompt:

# sudo apt-get install php5

A única informação digna de nota, no momento, é que o diretório de publicação do Apache fica em /var/www/.

Até o próximo post!

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